Brasil
Dilma diz que quer estar presente na hora das inaugurações
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) inaugurou nesta sexta-feira (13) o que denominou de 'a primeira obra com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Rio Grande do Sul'. Acompanhada do ministro Márcio Fortes (Cidades), Dilma entregou a revitalização da avenida João Corrêa, na cidade de São Leopoldo, a cerca de 40 quilômetros de Porto Alegre. A obra custou R$ 16 milhões.
Outros dois empreendimentos realizados pelo PAC no Rio Grande do Sul já haviam sido entregues em 2008, mas não houve cerimônia de inauguração. Um trecho de 114 quilômetros da BR-158, entre Santa Maria e Rosário do Sul, foi pavimentado com recursos do programa. Além disso, foi concluída a construção da hidrelétrica Castro Alves, que faz parte do Complexo Energético do Rio das Antas, na região serrana do Estado.
A Casa Civil informou que as obras não tiveram cerimônia de inauguração porque foram entregues em período eleitoral. Entretanto, no anúncio da cerimônia desta sexta-feira, a propaganda do governo salienta que a revitalização da avenida João Corrêa é a primeira a ser finalizada com recursos do PAC no Estado.
Além de entregar o trecho urbanizado de três quilômetros, a ministra Dilma Rousseff anunciou um pacote de investimentos de R$ 1,5 bilhão em novas obras previstas para o Rio Grande do Sul com recursos do PAC. A principal delas, orçada em R$ 690 milhões, é a extensão da linha do trem urbano de São Leopoldo até Novo Hamburgo.
O prolongamento, de 9,3 quilômetros de extensão, prevê a implantação de cinco estações e a incorporação de 30 mil novos usuários ao sistema de trens urbanos da região metropolitana de Porto Alegre. A previsão é de que a primeira parte da obra, com três estações, seja concluída em três anos.
"Eu participei, fui para a cozinha fazer o prato. Agora espero que na hora de servir eu possa estar presente", disse a ministra em referência às críticas sobre sua presença costumaz em eventos do PAC. A ministra informou que, a partir de agora, vai acompanhar as obras do governo todas as sextas-feiras. Dilma criticou a oposição que, segundo ela, está tentando "imobilizar" o governo.
Popularidade
Na visita que fez ao Rio Grande do Sul, a ministra aproveitou para testar sua popularidade. Cercada por deputados, vereadores e prefeitos da região, Dilma anunciou a construção de 1 milhão de casas populares em todo o país. "Enquanto o mundo para, nós podemos dizer: nós não paramos", discursou.
Dilma deve voltar ao Estado logo depois do Carnaval, dessa vez junto com o presidente Lula. A nova visita terá o objetivo de vistoriar as obras de duplicação da BR-101, a maior ação do PAC na região Sul - o trecho de 348 quilômetros entre Osório e Palhoça passa pelo Rio Grande do Sul e por Santa Catarina. A obra, que está com o cronograma atrasado em vários trechos, tem orçamento de R$ 1,1 bilhão.
Dilma Rousseff também confirmou que a licitação para a implantação da BR-448 - conhecida como rodovia do Parque, num trecho de 22 quilômetros entre Canoas e Sapucaia do Sul - será realizada a partir de abril.
O governo aguarda apenas a licença da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para começar a construir a rodovia, que tem como objetivo desafogar o trânsito no trecho metropolitano da BR-116. A obra deve custar R$ 800 milhões. "Se tudo correr bem, começamos a construir até agosto", informou Dilma.
A ministra também anunciou a construção da barragem de Arvorezinha, na cidade de Bagé, com recursos do PAC. Com capacidade para armazenar 18 milhões de metros cúbicos de água, a obra custará R$ 23 milhões.
















