17/06/2009 - por Jorge Hori
Patrimonialismo, Seria mesmo o fim?
No processo histórico os excessos tem sido a causa do final de ciclos de hegemonia.
Os processos se excedem pela falta de resistência até que se desgastam encerrando um ciclo
O patrimonialismo, ou seja, o uso dos recursos públicos pelos "donos do poder" como se fossem privados tem sido uma das grandes mazelas da política brasileira. Porém hegemônicos.
E tem em José Sarney o seu principal expoente. Cuja liderança poítica, baseda no patrimonialismo, se mantém há mais de cinquenta anos.
Os excessos, ora trazidos a púbico, geraram reação pública que obrigam a mudanças e medidas que a enfraquecem sobremaneira.
Mas a dúvida é se será o seu fim definitivo. Ou se apenas um enfraquecimento com uma hibernação, para uma retomada mais à frente, com novos mecanismos.
Sarney terá que ser o coveiro desse patrimonialismo que contaminou grande parte dos senadores e apequenou a instituição.
Não será surpresa se outros "esqueletos escondidos nos armários" do Senado vierem a públco. O que não mudará muito o cenário atual.
Mas não pode se desconsiderar o fato de que o enfraquecimento de Sarney dá margem para o crescimento de Renan Calheiros, renascido depois do escândalo que o tirou da Presiencia do Senado. Com toda artilharia da mídia voltada contra Sarney, Renan manobra com desenvoltura. Tendo como seu grande aliado Fernando Collor de Melo. E uma tropa de choque, baseada nas relações patrmonialistas.
Este ciclo patrimonialista só será efetivamente encerrado com não reeleição dos Senadore atuais que são responsáveis por ação ou por omissão.
| Jorge Hori Cidade: São Paulo-SP Atividade: Consultor em Serviços Corporativos E-mail: hori@macbbs.com.br Website: http:// |
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