21/12/2007 - por Almiro Archimedes
CPI MAL COMEÇOU E PODERÁ ESTAR COM DIAS CONTADOS
Brasília,DF - A CPI Mista dos Cartões Corporativos - Comissão Parlamentar de Inquérito – mal, mal ensaiou seu funcionamento e o risco do esvaziamento já tomou conta do Congresso Nacional.
O principal motivo desta manobra é que os partidos de oposição ameaçam abandonar a CPI em represália à decisão da base aliada de rejeitar qualquer requerimento com a quebra do sigilo de gastos feitos com cartões corporativos pela Presidência da República, ou até mesmo dos familiares de Lula ou D. Marisa.
Um enredo que aproxima duas investigações. Cartões Corporativos com a CPI das ONGs.
A oposição argumenta: "Não podemos legitimar a farsa. Se não for quebrado o sigilo desses gastos, a CPI não se justifica".
Após a Semana Santa, o PSDB e o DEM irão se reunir e decidir qual atitude irão tomar em relação à CPI. Existe uma certa divisão na oposição sobre abandonar ou não a comissão de inquérito. Nada está ainda definido. Tudo é ameaça.
Parlamentares da base aliada alegam que a ameaça da oposição abandonar a CPI não passa de uma estratégia, um espécie de “blefe” para inviabilizar os trabalhos e, dessa forma, acabar com a comissão de inquérito.
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Segundo os governistas a oposição não quer investigar as chamadas contas tipo B – sempre em nome de um funcionário que emite cheques e recebe os depósitos.
Os gastos feitos pela Abin - Agência Brasileira de Inteligência - pela Polícia Federal, pelas Forças Armadas e pela Presidência da República são considerados, “gastos sigilosos, para os aliados do governo e parlamentares do PT. Disso eles não abrirão mão.
Os parlamentares da base governista já avisaram que vão derrubar todos os requerimentos que abram o sigilo das contas secretas.
Na primeira semana de funcionamento da CPI, a base aliada não rejeitou logo as propostas de abertura do sigilo das contas secretas para não ser acusada de estar enterrando a comissão de inquérito.
Um acordo colocou a CPI numa espécie de “repouso” com a aprovação de requerimento que pede o envio dos gastos não secretos feitos nos últimos dez anos nas contas tipo B e nos cartões corporativos.
Dados apresentados pelo deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), relator da CPI, apontam gastos de R$ 1.160 bilhão com o suprimento de fundos. Desse total, R$ 1 bilhão foi através de contas tipo B e R$ 160 milhões com os cartões corporativos.
Nessa segunda semana em funcionamento, a CPI vai colher o depoimento de autoridades ligadas diretamente ao governo Lula.
O primeiro a prestar depoimento, nesta semana, é o ex-ministro do Planejamento Paulo Paiva, que comandou o ministério entre 1998/1999, período FHC, em que foram criados os cartões corporativos.
| Almiro Archimedes Cidade: Brasília-DF Atividade: jornalista E-mail: almiroarchimedes@gmail.com Website: http:// |
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